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O invísivel sempre estará visível. PART 2

Posted by Daniela Melo on 18:51 in
[...]Esperei um pouco e sai daquele lugar e fui ao encontro de minha mãe. Fui tentar conversar com ela perguntando sobre esse tal código que começara a me atormentar agora. Quando cheguei ao seu encontro vi que ela estava em cima da mesa com uma corda em seu pescoço tentando se enforcar. Logo peguei uma faca e cortei a corda. Mamãe começou a gritar e a se arranhar, como se alguma coisa ou pessoa a dominasse nessa hora. Tentei acalmá-la mas era inevitável. Depois de horas consegui tranquilizá-la e logo já fui-lhe perguntando sobre o código.

- Mãe você não precisa se preocupar. Eu sei que esse código é importante e deve de alguma forma ser usado. Correto?
- S-Sim minha filha. Vou lhe contar toda a história. Há muito tempo atrás, eu era uma pessoa muito estranha e sadomasoquista, como eu dissera pra você. Então minha mãe quis que eu fosse uma pessoa espirita e eu a obedeci. Isso me causou tragédias e ao mesmo tempo alívios pois mesmo eu entregando minha felicidade eu estaria fazendo o bem para todos- fez uma pausa e arrancou de seus bolsos um papel- esse papel filha é onde estar o código. Isso é pra ser usado na hora certa, como aquele amuleto que seu pai lhe deu. Eu me casei com ele não porque eu o amáva e sim porque eu tinha uma missão. Desde então eu comecei a ouvir vozes que faziam com que eu fizesse coisas que eu nem mesma queria fazer e eu fiz. Me casei com seu pai pelo fato que ele tinha o amuleto e era disso que eu precisava. Então as vozes me diziam que era pra mim de alguma forma tentar pegar disso dele mas eu não conseguia- começou-lhe a cair lágrimas de seus olhos- então elas me disseram que eu iria ter uma filha, no caso você e que você seria a escolhida pra cumprir a missão que foi sujeita a mim. Eu preciso morrer pra poder passar o pacto pra você, pois você minha linda está com o que eles querem que é o amuleto e o código.
Ficou um silêncio e ela não párava de me fitar, então eu disse:
- O que esse código significa?
- Explosão. Se você não percebeu, querida o mundo está se acabando e o número 3210 é o fim é porque vai acabar tudo do zero e vai começar um novo universo. Só que pra começar precisam de um ser humano. Com o amuleto e o código haverá um portal onde você consiga entrar. Muitas pessoas espalhadas pelo mundo tem a mesma missão que você, e elas foram designadas a isso e você tem que conseguir minha filha. Agora eu preciso ir...
- Mãe, não vá- estendi minha mão contra seu corpo, mas não consegui impedi-lá. Logo vi a morte de minha mãe, na minha frente. Foi chocante. Fiquei triste e comecei a chorar. Papai chegou na hora e viu que seu amor havia morrido. Então, ele pegou a faca de cortar saladas e se matou. Foi chocante e frustrante. Não tinha mais ninguém na vida. Vi meus própios pais sendo mortos na minha frente. Comecei a chorar sem parar e não sabia o que fazer dali em diante.
Foi ai que tudo mudou. Comecei a ouvir cochichos de vozes me indicando a onde ir. Fui seguindo um lugar que no caso era uma floresta escura e fria. Achei estranho pois o mundo estava quente muito quente e não havia mais o ar puro. Pela primeira vez vi árvores e ar fresco. Fiquei super feliz. Subi numa montanha onde eu conseguia ver a cidade dali. O que me chocou foi que tudo que eu via ia se desmoronando por causa de um meteoro que caiu na cidade e por causa do fim do mundo. Vi pessoas morrendo, a cidade sendo comida pela escuridão e choros de quem não merecia estar morrendo.
Quando olhei pra trás de mim, vi várias pessoas ao mesmo objetivo que eu que era entrar na outra dimensão. O momento foi emocionante e excitante. Coloquei o amuleto na caixa e digitei o código e logo se abriu um portal: um lugar lindo com árvores e animais livres correndo. Vi um paraíso que nunca havia conhecido, um paraíso que minha mãe deveria estar desfrutando e não eu. Conheci o que eu nunca esperava que era a generosidade de meus pais. Hoje eu sei que eu sou feliz e posso construir uma nova civilização de pessoas bondosas que possam se preocupar com esse aquecimento global.
Sei que o invísivel sempre estará visível. O problema é que fingimos que não vemos eles e isso se transforma numa tempestade de choros e desesperos. Então eu digo: Construa, corra atrás, pois tudo nunca está perdido. Sempre haverá uma porta que abrirá a solução de todos os seus problemas.

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O invísivel sempre estará visível. PART 1

Posted by Daniela Melo on 16:07 in
Sempre achei que histórias fantasiosas e invenções contradiciosas eram mentiras, até então eu não acreditava, porém de uns meses pra cá minha opinião foi se transformando em fatos reais.
Nunca pensei em como iria ser quando eu perdesse alguém que eu amasse, pois nunca havia perdido ninguém, mas tudo começou a mudar.


Sexta-feira dia vinte e cinco de dois mil e quinze.
Um dia muito quente com 45º graus, muito quente na verdade. Minha vó dizia que na época dela o tempo era bem mais calmo e relaxante, as épocas não eram confusas como hoje em dia em que nem sabemos que dia vai ser primavera ou que dia vai ser o outono, isso me fez lembrar em como seria, e sempre me pergunto "como que era a neve?" porque hoje em dia não há mais neve,apenas água que sobraram das geleiras e ela me contou que havia muitos bichos e muito verde. Bem que eu queria ter conhecido isso, pois só vejo ar seco, poluição e pessoas ignorantes reclamando do própio mal que causaram e botando culpa um nos outros sendo que a culpa é de todos nós, sem exceção, é claro.
Caminhei com minha máscara - teríamos que nos proteger de um poluente novo que gerou nesses últimos anos, por causa da morte dos ursos polares e esse poluente passou pelo meu país - pelas ruas, como sempre pra comprar água pros meus pais - 500ml de água custava na época de minha vó um real; hoje em dia custa quarenta reais, e é muito caro, agora só rico consegue sobreviver e a mortalidade no globo terrestre está aumentando a cada dez dias - e fiquei muito triste lembrando de minha irmã que morreu por causa da falta de água. Chegando em casa me deparei com minha mãe aos braços de meu pai chorando e querendo se matar. Corri ao encontro deles e entreguei-lhes a garrafinha de água. Minha mãe logo puxou de minhas mãos a garrafa e a bebeu toda sem sobrar ao meu pai.
- Tudo bem mãe se você a tomou toda. Eu trabalho mais e compro outro garrafa a meu pai- disse enxugando-lhe as lágrimas.
- Você é uma ótima filha, querida. Não precise fazer isso.
- Preciso sim papai, a situação está muito perigosa. Aliás, eu tenho que comprar os seus remédios respiratórios.
- Muito obrigado querida. Te agradeço muito pelo que está fazendo por nós e seremos muito agradecidos. Filha, preciso lhe entregar uma coisa- enxugando suas lágrimas, papai tirou do bolso um tipo de objeto brilhante da cor verde fuscante, com três pedras pretas e uma parte de metal - aqui está. É um amuleto muito importante filha. Foi passado de geração em geração da nossa família. Vale muita coisa, eu sei, mas eu quero que você nunca o venda, pois você usará-lo na hora certa. Tenha certeza disso- entregou-o na minha mão e mandou eu guardá-lo comigo, em qualquer lugar que eu vá.
- Sim senhor papai. Vou guardá-lo até a hora que eu precisar. E a mamãe porque não está falando nada?
- Ela está num sono profundo. Depois de 2 dias sem beber água, graças a você ela conseguiu saciar a sede, agora está descançando. Você sabe que ela tem as crenças dela né filha?
- Sei disso perfeitamente papai. - na hora fiquei pensando em tudo que já aconteceu em casa e com mamãe por causa de suas crenças e sua religião. Senti um arrepio na espinha só de lembrar.
Mamãe era uma pessoa sadomasoquista. Ela era muito estranha em sua infância. Se cortava e arrancava seus própios cabelos com suas mãos, e batia em qualquer pessoa que via pela frente. Vovó não sabia o que fazer então a fez com que isse a um centro espiritual. Lá ela aprendeu suas crenças e as vezes tem até previsões e sempre fala no dia em que vai morrer. O dia que ela sempre fala é dia vinte e três de setembro de dois mil e quinze, cujo isso será na semana que vem. Não sei porque estou tão aflita e mechida com isso mas sempre quando lembro que essa data é semana que vem eu acabo desmaiando. Isso ta me deixando com muito medo e desesperada. Peguei minha caneta e comecei a rabiscar o caderno e a pensar, nem fazia idéia do que estava escrevendo mas, veio essa palavra na folha "EXEXKL321", nem liguei muito na hora, mas quando fui olhar pra trás vi na mesa de minha mãe, uns riscos e toda rabiscada com a mesma palavra que havia escrito em meu caderno. Joguei-o no chão e comecei a passar mal, não sabia o que estava acontecendo. Corri pro quarto e me escondi pra debaixo de minha cama[...]

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Impacto.

Posted by Daniela Melo on 15:30 in
Realidade que eu não conheço
Persegue-se em todo o contexto
Não enxergamos aquilo que é real
Eu digo que não a opções
Um dia se tornará banal
E não sobrará nenhuma civilização
Algo me motiva a crer
que a ignorância persiste
e que não quer sair
Um dia vai ser impossível
impedir de fugir
Daniela Melo

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